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Este blogue é um espaço onde tento conjugar a divulgação do meu trabalho de pintura, através das publicações abertas a comentários, e a publicação de outras matérias na coluna lateral e nesta zona, ao alto da coluna principal.


Os assunto e conteúdos que aqui coloco, em paralelo com a pintura que faço, relacionam-se com as minhas opiniões e opções no exercício do acto de viver. Isso, como tudo, resulta de um compromisso entre livre-arbítrio e determinismo, de racionalismo e sensibilidade, de consciência e intuição, de ponderação e impulso.


Não será possível resumir neste espaço o meu pensamento acerca do mundo actual e do que é indispensável alterar para viabilizar um futuro, em que a nossa espécie assegure a sobrevivência da vida como a conhecemos, de uma forma que respeite a sua organização estrutural. Penso que em qualquer de nós tudo existe. A capacidade para fazer num sentido e no seu oposto. Cada um tem os seus conceitos de bem e de mal, se bem que há tendências mais universais. Para mim basta-me considerar por bem o que estabiliza, harmoniza, promove prazer e bem-estar, respeita e aceita e se constrói permanentemente na consciência da pertença a uma unidade global. A consciência do mal estará no extremo oposto. É uma forma simplista e não mais que um recurso para estabelecermos regras de conduta, para assumirmos a responsabilidade que os nossos recursos desmedidos para interferir no meio em que vivemos, nos confere.


A falta de um sistema político adequado para a gestão das sociedades que promova um papel social, de cada um, devidamente equilibrado no deve e haver, estabelecido no respeito sagrado pela dignidade de cada pessoa, é um sintoma de um mal que se avalia pelo exame da nossa História Universal. Se avaliarmos os registos da história política, das artes e do pensamento, verificamos que há um padrão de comportamento humano que é inerente à sua condição e que não tem mudado ao longo dos milénios. Depois vemos que tudo se repete, em ciclos. E verificamos que a velocidade das transformações evolui exponencialmente, porque tudo é um pulsar. A explosões sucedem-se retracções.


Neste momento não sabemos em que ponto estamos, mas sabemos que se não alterarmos o nosso comportamento, estaremos a construir uma destruição num apocalipse de dor e sofrimento em que a nossa arrogante inteligência fará a afirmação de ser a mais negra estupidez do Universo conhecido.



ASSINE PELA ABOLIÇÃO GLOBAL DA PENA DE MORTE

BASTA A POSSIBILIDADE DE INOCENTES SEREM CONDENADOS À MORTE PARA A ABOLIÇÃO SER IMPERATIVA


No passado dia 10 de Outubro foi o Dia Mundial pela Abolição da Pena de Morte. Duas semanas antes, a 25 de Setembro, o Brasil tinha-se tornado o 72º país a abolir a Pena de Morte do seu sistema penal, sem possibilidade de retrocesso.


Este é, ainda hoje, um tema polémico. Confrontados com a violência que espreita a esquina do quotidiano da pessoa mais serena e pacífica, e com a consciência que a divulgação mediática que existe dessa mesma violência muitos são os que apesar da sua boa personalidade cívica e humana, hesitam ou, nem por isso, antes apoiam a pena de morte como solução para conter e castigar os crimes que atingem inocentes.


Pessoalmente, expresso aqui uma opinião que assume uma série de implicações, pelo que não quero fazê-lo, sem fundamentar a minha posição e assumir a consciência desses fundamentos. Estou consciente do privilégio que representa nunca ter sido alvo de episódios de relevante violência. Consigo, talvez por defeito, mas quanto baste para entender o estado de espírito de quem sofreu sérias circunstâncias
de ofensas pesadas à sua integridade física, atentados ou até assassínios dos que lhe são próximos.Há casos e circunstâncias em que os ofendidos poderão encontrar argumentações que sustentem uma execução num caso específico. Há até casos de assassinos que querem morrer. Há muitos que até se suicidam no corredor da morte, seja pela incapacidade de lidar com a culpa ou com a desumanidade da tortura da espera. No entanto, há uma coisa de que todos temos de estar conscientes. Num determinado sistema penal há ou não há pena de morte. E temos de estar conscientes de uma outra coisa. Nenhuma lei que exista em qualquer país, para qualquer efeito, tem garantia de ser sempre exemplarmente aplicada. Os casos são julgados por pessoas e por elas são aplicadas as penas. As pessoas detêm poderes e têm interesses que, por vezes são difíceis de identificar até para os próprios porque estão nas esferas obscuras das ideologias e das afectações de carácter e que são determinantes nas decisões. Pesa, para mais, que a maioria dos locais onde a pena de morte ainda é aplicada, e onde é necessário que seja abolida, são aqueles onde os atropelos à isenta aplicação da lei são mais fáceis.


Não é defensável que estejamos vulneráveis à violência social. Sabemos que há seres humanos cuja monstruosidade de comportamento alimenta as vendas e audiências dos meios de comunicação com a evidência de que não terão a mínima viabilidade de recuperação. No entanto, defendo que as sociedades terão de encontrar métodos de prevenção e de regulação destes fenómenos que estão completamente associados à própria natureza humana e à forma como se gerem políticamente as sociedades. Acredito que um eficaz combate à miséria existencial e um sistema de educação humano e adequado resolverá uma grande parte do problema. A aplicação rigorosa dos direitos humanos, já reconhecidos, outra parte. Só que o que poderia ser fácil, não o é, e esse estado, demorará a ser atingido, se algum dia o for à escala global. Até lá, os crimes e as agressões continuarão. E a necessidade de lidar com eles, sem passar pela eliminação física do criminoso. Porque basta a possibilidade, em aberto, de um inocente condenado para inviabilizar que se possa manter uma lei que o permita. Nos Estados Unidos, onde ainda existe, como sabem, pena de morte nalguns estados, já se tem descoberto inocência, e conduzido à libertação de presos, numa espera que chega a durar 20 anos.


Perante estes factos só é possível defender a abolição da pena de morte, sem excepção do local geográfico, da natureza dos crimes, das características do criminoso ou do método de execução utilizado. É um princípio e um conceito a eliminar para atingir um mundo melhor.


Como nota final, registo o facto agradável de Portugal ter sido a vanguarda da abolição da Pena de Morte. Foi introduzida pela Reforma Penal de 1867, tornando-nos no primeiro país a aprovar uma lei desta natureza. Notável, para um país, em que em 1476, os registos reais dão conta daquilo a que chamam "uma lei mais humana" referente à decisão de D.Afonso V de proferir uma sentença em que só o marido podia matar a mulher culpada de crime de fugir ao marido, pecando-lhe na lei do casamento.

ATENÇÃO - ESTE VÍDEO MOSTRA A CRUELDADE HUMANA PARA COM OS ANIMAIS

Nos dias de hoje, só a ganância do lucro, o desprezo pelo sofrimento alheio e a crueldade para com as outras formas de vida, explicam as experiências com animais em laboratório, para fins médicos, cosméticos ou outros. No total alheamento pela dignidade da vida e pelo seu carácter sagrado, animais dotados de consciência e sensibilidade elevadas são torturados com objectivos militares e científicos, por vezes durante anos a fio, passando existências inclassificáveis. A engenharia genética que tem sido, tantas vezes, usada em más direcções, providencia afinal os meios que permitem avançar a medicina sem o uso deste tipo de práticas, mas elas continuam a ser usadas.
Impõe-se que todos os que temos consciência do mal no exercício destas práticas cruéis e que com elas não queremos pactuar, nos informemos, de quais as empresas que comercializam produtos ou medicamentos resultantes destas experiências. Felizmente o mercado actual dá alternativas para se evitar um consumo que suporte essas actividades.

NÃO À SENTENÇA DE MORTE - Não deixe o seu cão velho na rua, nas noites frias!

Chained Dogs

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E VISITE O SITE DA PEOPLE FOR ETHIC TREATMENT OF ANIMALS

Se tiver dificuldades com a língua inglesa faça uso da ferramenta de tradução do Google. Não é perfeita, mas permite-lhe ter uma ideia muito aproximada dos conteúdos.

MOSTRA VIRTUAL DE PINTURA

domingo, 18 de outubro de 2009

RETRATO DO PINTOR ENQUANTO LOBO CONTEMPLATIVO

Os tempos que correm são feitos de aço. Duros.

Este pintor precisa de encontrar engenho e arte (não arte e manha) para transformar as suas criações em pão.

Essa é uma alquimia complexa.

Este pintor vai ensaiar uma fórmula em que entrarão retratos de animais e de pessoas. A seu tempo darei a equação completa. Direi como penso retratar os companheiros de quatros patas que os seus amigos humanos estimarem o suficiente para quererem esse registo. Com o rigor que tenho apresentado nas pinturas que aqui já publiquei.

Por outro lado, também haverá espaço para o retrato dos companheiros humanos dos senhores de quatro patas. Começo por apresentar aqui, hoje, um retrato de um amigo humano de um grupo de senhores e senhoras quadrúpedes. Com este, por ser uma pessoa que conheço bem, pude dar-me ao luxo de fazer uma maldade. De o pintar com má cara. Se calhar, afinal, com a cara dele…enquanto lobo. São dias, ou nem por isso. Prometo que em relação a outros modelos, respeitarei o seu melhor ângulo, excepto se quiserem a sua faceta feroz…

AutoR totalweb
O Pintor enquanto lobo
Pastel seco sobre papel negro
50x65cm – 2009


.
.


Tracei o espaço em guerras
Nesta estiva de viver
As quimeras foram ceifadas
Das searas destas terras
Onde eu, sem saber
Espalhara sementes sagradas.
.

Andei em círculos tortos
Contra tempos e marés
Esgrimi cruzes, fiz cruzadas
Para perceber as estradas
Que abri com os meus pés
Num solo de sonhos mortos.
.

Num tempo que já vivi
o rio Granico atravessei
com o Alexandre maior
Aquiles me chamei
no dia em que destruí
a maldade de Heitor.
.

Fui António no deserto
no Sara da pele escura
Fui fatal conquistador
Por amor escolhi a dor
Fui gladiador sem rede
sem espada ou armadura
Tive a morte sempre perto.
.

No tempo em revisão
Aquele que vai e passa
É um fantasma de solidão
a ave iluminada
cuja coreografia traça
por sobre a multidão
a esperança tão desejada.
.

Mas na manhã renascida
que é aurora boreal
o silêncio corta e recorta
uma Alma Mater acontecida
No vasto espaço ritual
Da esperança que de morta
Se abre como uma flor
Ao suave calor,
Da dor ou do amor
Do grande Mapa Astral.
.
.

AutoR detalheWeb

Em nota de rodapé, e a propósito do Ser, da sua insustentável leveza (olá, Milan!…), dos tempos de aço e das lutas de cada dia, pelo pão nosso, aqui deixo para vocês um pequeno excerto de apenas um minuto e pouco, do que considero ser um dos mais importantes momentos, do filme que mais me marcou de um cineasta fundamental: Ingmar Bergman.

O Sétimo Selo
“Quando o cordeiro abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu durante meia hora”
                                                                                        Livro das Revelações

Um grande filme sobre o silêncio de Deus.





 Antonius Block (Max von Sydow) é um cavaleiro medieval, um cruzado.

Bergman inicialmente escreveu uma peça chamada “A pintura sobre madeira” no ano em que nasci, 1954, e que deu lugar ao argumento do filme que estreou em 1956.

Diálogo deste excerto:

Antonius Block:Quem és tu?
Morte: Sou a Morte!
Antonius Block: Vens-me buscar?
Morte: Caminhei ao teu lado durante muito tempo.
Antonius Block: Eu sei…
Morte: Estás preparado?
Antonius Block: O meu corpo está, eu não. Espera um momento.
Morte: Vocês dizem todos o mesmo, mas eu não dou importância.
Antonius Block: Jogas Xadez, não é verdade?
Morte: Como sabes?
Antonius Block: Oh… Tenho visto em pinturas e ouvido em canções.
Morte: Sim, sou um habilidoso jogador de xadrez.
Antonius Block: Bem, não serás mais habilidoso do que eu.
Morte: Porque queres jogar xadrez comigo? Esse é o meu negócio.
Antonius Block: Tens razão. A condição é que eu viva enquanto resistir. No caso de eu fazer cheque-mate, libertas-me.
Ficas com as peças pretas.
Morte: É o que melhor se adapta às circunstâncias, não é verdade?

69 comentários:

mariabesuga disse...

Retratados os companheiros humanos dos bichos de quatro patas mais os companheiros bichos dos outros tais de duas patas saberemos o resultado prático dessa equação que te propões resolver por artes e manhas que não necessariamente manhosas mas das manhas com que dás volta à vida e das artes com que tentas construí-la e dar-lhe luz e sentido.
O tempo te/nos dirá do resultado porque da complexidade já temos conhecimento que baste.

Neste retrato o pintor, tu, não está no seu melhor. Disse-to logo que acabado o apresentaste ao meu olhar. Está com má cara que não de lobo que os lobos não são de má cara. São de cara de lobo e pronto. Que resolveste retratar-te com cara de dia mau isso já há-de ter tido a ver com a predisposição do momento do trabalho artístico. Coisas lá de dentro de ti que só tu saberás avaliar.
Mas está bem no que respeita à qualidade de trabalho artístico e quanto a isso não há a dizer…

Ah deste ar de cara de dias maus te há-de ter nascido também a palavra poema que aqui nos deixas porque de perfil aparentemente negativo e a vida não se quer assim mas olhada de frente no sentido da luz com que é acabado e não das trevas com que lhe descreves o percurso, o do teu nome, provavelmente o do rosto que aqui deixas retratado. Poderias ter escrito primeiro o poema e só depois teres feito o retrato “agarrando” o poema pelo fim fugindo assim ao resultado final que é este ar cansado com te apresentas.

Perdoo-te, por partilharmos também os dias em que te/me apresentas com cara de dias felizes

O meu beijo aqui da cadeira mais ou menos ao lado.

Paula Raposo disse...

Este quadro do pintor está fantástico, talvez um desnudar. Beijos.

luisa - fotografia disse...

Muito expressiva a interpenetração de seu texto em relação ao instrumento pictórico, já que o seu texto nos leva não só ao mundo do pintor (expressiva, a ampliação que faz da imagem na mesma proporção que o texto nos envolve!)como também ao do narrador. Além disso, belíssima obra que nos impele à reflexão sobre os nossos estados de Alma :)

luisa

wallper.lima disse...

Olá Antonior, quanto tempo!
Sobre esta pintura sendo um auto-retrato, achei maravilhosa, pois logo enxerguei vc..mas vi também que através dos olhos pude sentir a expressão da vida contida na representação de si mesmo.
As cores foram mto bem trabalhadas, e suavizam o rosto fechado.
Parabéns pela pintura!
Abraços.
Waleria Lima.

Rafael Costa disse...

- O melhor auto-retrato que te fazem, é o de sua parceira, Maria Besuga.

Abraço


Rafa

Eduardo Aleixo disse...

Amigo, admites que te digam que estás com cara de lobo, e em tom depreciativo? Para mim, estás bonito. E bem. E se lobo, que tem? É lobo bonito. Tomara eu ter esse talento! Parabens.
Amigo, obrigado, tu sabes porquê!
Sabes também que não tenho muita disponibilidade para estar aqui mais tempo, comom desejo.
Um abraço para ...vocês.
Bem hajam!

isabel mendes ferreira disse...

saúdo o olhar!


deixo um beijo à M.B.

beijo-Os.



.



(sempre por aqui...mesmo calada....mas sempre legente)

Anónimo disse...

Olá, continuo a acompanhar com muito agrado o teu "Canto".És um Artista, como tal um ser muito sensível. A Vida é de facto muito dura, mas a Luz Suprema será sempre a esperança e a força das boas almas.Nunca esmoreças.
Daqui te mando o meu obrigada pelos bons momentos que as belas palavras e os teus desenhos cheios de alma me proporcionam.
Muita Força e Muita Paz. Um abraço para todos.
Anabela C.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Gosto dessa coisa de um artista buscar sua arte no exercício do seu oficio. Gosto demais desses diálogos entre deuses e mortais, é de uma riqueza de sabedoria incrível... essa coisa de tentar tapear os deuses e conseguir deveria ser uma sensação de poder satisfatória. O resultado da pintura foi aquilo que ele encontrou em sua busca, nem mais nem menos. Arte pura esse seu post, gostei mesmo!

abraço e até mais.

Jota Cê

Fa menor disse...

Ora cá temos um auto-retrato. em lobo. há lobos muito humanos, enquanto contemplativos!
e poeta! Gostei muitíssimo. Enorme talento!

Morte: Caminhei ao teu lado durante muito tempo.

Bjos

laura disse...

Lobo, Homem, Poeta, Pintor?
O que for
Vejo formas de dor na poesia
A poesia que já foi do passado
Que já foi agonia
E no olhar tens sempre
Aquele fundo de nostalgia
Tal como guerreiro de antigamente
Que vivia para perservar a vida
Tão somente !...

Saiu assim, senti o que escrevi, é que por vezes sinto-me tão pequenina para comentar tanta grandeza e, acho que só escrevo fraquezas...Bom, espero que gostes, que sintas...
Beijinho da laura.

laura disse...

Ah, e a pintura, claro, mas retratarse-te a ti próprio, acho que ficou mais ou menos parecido, mas, o olhar do lobo está ali...Beijinhos.

Berro d'Água disse...

AMEI A IDÉIA!!!

E amei de paixão a iguana!!!

Teu retrato está mesmo muito parecido contigo, independente do dia e do humor em que te encontravas, pois o que mais se nota em uma obra plana, bidimensional, como um retrato - e eu amo retratos - há aqui que acrescentarmos ainda a virtualidade como acompanhamento, mas de fato o que é mais forte em um retrato, são os traços e eles são feiés a ti e tua aparência física, no geral. Não importa se com um certo ar de preocupação ou apenas com um olhar fechado para uma suposta proteção de um feiche de luz mais intensa. O que fica é o todo e eis que isso está muito bem captado. Vale ainda salientar que é muito mais fácil retratar o outro, onde é possível colocarmos neles uma imagem onde o retarado não necessariamente precisará ser representar o sentimento do momento da criação. Ao autor, poderá fazer o conjunto como bem lhe aprouver. Já quando nos retratamos a nós mesmo, é bem mais complexo nos livrarmos do que estamos sentindo enquanto delineamos nossas próprias imagens... Mas sempre é possível uma nota de fantasia... E porque não???

Achei tudo ótimo e se eu puder fazer parte da fila de candidatos, me avise que eu quero muito participar!!!

Beijinhos e tudo de bom, com meus parabéns e em dobro pela iguana, que me fascinou!!!

Cris

© Piedade Araújo Sol disse...

um auto retrato que a meu ver, nao tem muito de lobo. acho que o melhor que aqui se adpta é um enorme talento.

gostei do que li, e do vi.

parabéns sinceros!

um beij extensìvo à Besuguinha!

Cristiana Fonseca disse...

Olá Antonior,
O Canto Da Fenix, é uma maravilha, estou encantada com tua arte e com tua escrita.
Amei o que li e o que vi.
Obrigada pela visita, seja bem vindo, é um prazer te-lo no blog.
Abraços,
Cristiana Fonseca

Je Vois la Vie en Vert disse...

Caro Antonior,

Magnífico auto-retrato onde encontro o olhar misterioso do lobo, sim !

Agradeço as tuas palavras, fico honrada por recebê-las duma pessoa que tem a arte na ponta dos dedos , tanto na pintura como na escrita. Não tenho esta sorte e a minha maneira de deixar alguma coisa para os outros são estas frases de reflexão e o meu optimismo.

Bom fim de semana

Beijinhos para ti e para o Girassol que ilumina a tua casa

gabriela rocha martins disse...

reservo o sétimo selo para o meu xeque.mate


alquimia de segredos - aprender a olhar a VIDA

( com olhar de lobo )


.
um beijo

Maria disse...

António:
Quando li o comentário da tua Maria, vi a coincidência da opinião dela com a minha.
Tu lobo? É que nem cara de mau consegues fazer. Fazes cara de quem está a querer fazer cara de mau.
Como quadro, gostei. Como retrato do António que conheço, não.
Gostei do poema, gostei de rever um bocadinho do filme de Bergman. É um dos meus realizadores preferidos.
Beijinho de cá para aí e desculpa a franqueza, filha da amizade da
Maria

Tais Luso de Carvalho disse...

Como nossas sensações são variadas há de se retratar nossos dias não tão bons; há beleza em retratar a tristeza, a nostalgia...enfim, a alma humana no seu lado mais obscuro. Belo auto-retrato.
Gostei imensamente do poema.

Bjs, amigo!
Tais luso

Ale disse...

Hola!! Muchas gracias por tu visita y comentario!!!
Muy bueno tu blog, los retratos y cuadros de animales me gustraon muhco!!!
Buen fin de semana
Ale

www.aledorado.blogspot.com
www.rapacisn.blogspot.com

Leonardo Climaco disse...

Olá Antonior,

Obrigado pelo comentário! Fico feliz que ainda exista pessoas como voçe, admirador e produtar de arte figurativa representacional, Uma relação direta e franca em linguagem universal com o expectador.
Gostei muito dos trabalhos e conteudo do seu blog!
Abraço e suçesso, estarei acompanhando seus posts.

AFRICA EM POESIA disse...

Antonior

Obrigada pela mensagem
Deixei um pouco de um lugar que a mim me diz muito.Assis é uma terra linda onde o homem ainda ama a natureza e onde se respira pureza e o Amor se sente por aí...


Gostei muito do auto retrato Está excelente...
Um beijo

Diego disse...

Valeu pela visita, que bom que gostou ! Como achou o blog ?

Um abraço

Canduxa disse...

Antonior,

O seu auto-retrato está fabuloso…claro que poderia ter escolhido a sua parte mais doce e simpática…mas optou pela mais feroz! Um artista tem capacidade para captar tudo, vivê-lo e transmiti-lo.
O seu poema é igualmente fabuloso, gostei muito…. um caminho que se percorre ao longo de uma vida…de uma eternidade.
O filme faz-nos pensar que se vive sempre de mão dada com a “morte física” e nunca ninguém está preparado…isso deveria mudar, deveria ser ensinado que onde há vida há morte e renascimento.
Gostei deste maravilhoso post e agradeço muito os seus comentários no meu Mundo.

Abraço com muita luz e paz

Virginia Palomeque disse...

Me gustó mucho tu blog. Es muy interesante. Te sigo
Saludos.
Virginia Palomeque
P.D: gracias por tus comentarios

maré disse...

somos todos lobos antonior

às vezes solitários lobos em comunhão com a natureza orientados pela luz

outras, predadores em alcateia, ainda assim menos predadores que outros que os designam como tal.

_______

e deixo um abraço de admiração por trabalhos com uma força expressiva fantástica.

gosto do autoretrato independentemente do "sujeito".

Um beijo grande e extensivo à Maria

Kim disse...

Oh Antonior, perco-me na força deste auto retrato. É espantoso como consegues transmitir tanta realidade.
Isto não é um lobo contemplativo, mas sim um ser humano bem activo sem contemplações por quem não gosta de arte.
Parabéns amigo e pintar é o teu destino.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Néctar da Flor é um blog que sempre soube receber e retornar seus comentários. Nunca deixamos ninguém, por motivo algum, no silêncio de uma visita quando vem à nossa página. Por esse motivo queremos presentear todos os amigos, que assim como nós, sabem acolher qualquer pessoa que chega com gentileza na sua casa virtual. Sem recriminação, sem preconceito, sem frescura.



Simplesmente porque:



Acolhe com o coração!



Beijos jogados no ar, sempre!



-

Ana Oliveira disse...

O trabalho. como sempre magnífico, o texto acompanha-o na perfeição.

E depois, a coragem de um auto retrato que não se cuidou de ser senão a imagem do espelho fracturado de cada dia.

Como cada visita a este espaço é um encontro com algo novo para aprender, deixo no meu blog um prémio que recebi e me parece caberá melhor aqui do que lá. Seria um gosto se quisesse aceitar.

Um abraço

Ana

cristinasiqueira disse...

Interessante a maneira que entendeste de criar teu auto retrato
com a bravura do lobo.Tua alma selvagem,noturna.
O poema ,um épico.
E o diálogo do Sétimo Selo enlaçou a postagem com todas as artes.

Bravo!!!!!!!!

Com admiração,

Cris

Apareça,tem nova postagem.

antonior disse...

Minha Maria B.

Um retrato é uma representação da realidade de um indivíduo. De uma realidade. Da realidade de um momento. Agarrada no que tem de mutante, bailarina, cíclica. A morfologia da matéria estrutural de que o corpo é feito é afectada por essa coisa semi-abstracta da expressão emocional, pela atitude e pelo gesto e esses são contextuais.

Observa qualquer retrato
fotográfico ou pintado e,afastando a hipótese pobre de ser uma
produção típica de estúdio de fotógrafo de "passe" que coloca o modelo em pose e expressão de circunstância "sorria e olhe o passarinho...", terás sempre uma opção e um retrato de uma das faces da pessoa. Um dos estados de espíritos que a povoam, revezando-se. O modelo que vemos na Gioconda não terá sido sempre um ser misterioso e enigmático. Há uma aura também ela de mistério a envolver a identidade desse modelo. Até se admite ser um autoretrato travestido, do próprio Leonardo. Seja como for aquela pessoa sendo real, terá tido os seus momentos de descontracção, tempos de alegria. de profunda apreensão, de depressão, tristeza, raiva, dor, lágrimas. Isso seriam outros retratos, outros legados de representação para atravessar o tempo numa quase ilusão de memória.

Pois a minha opção foi dar uma visão de mim enquanto pintor, na vivência da opção de pintar em mar encapelado de adversidades,
pintando teimosamente contra ventos e tormentas até que as mãos tenham força para registar o gesto numa superfície. Assim, e nesta intenção, penso até que o retrato não está muito conseguido. Peca por defeito de falta de dramatismo. De um drama não cénico, mas real e quotidiano. De um drama que não é exclusivo, excepto na particularidades e idiossincrasias, mas repartido com muitos dos que escolheram a mesma via.

Que sentido faria representar-me como pintor (e foi essa a opção) em expressão leve, despreocupada e alegre. Entre a fraude e o equívoco não faria justiça ao acto de representar. Assim, quando dentro de algum tempo olharmos para esse retrato espero que vejamos lá esta realidade do que é este momento, neste contexto (da pintura) que estende o seu manto sobre todo o acto de viver, sem o asfixiar, mas afectando-o.

Quanto ao poema é um retrato também. Retrospectivo. Exorcismo retroactivo que escolhe o grito surdo e sereno antes da ilusão de não ter acontecido. Escolher enfrentar em vez de fugir. É um rio, de leito irregular, que desagua num espaço de presente e continua a correr, por entre vales e montanhas, para desaguar no infinito oceano cuja foz está no mistério do devir.

Portanto, minha querida Maria, não existiu qualquer gesto de mau humor, ou intenção de mau génio na opção de fazer este retrato, mas tão apenas a do cumprimento das exigências da própria pintura. Assim, como não existe razão para sentires agressão ou ofensa por parte da pintura, não sei o que me perdoas. O que de bem retiro da nossa partilha do tempo e do espaço não foi o objecto do retrato e não deixa de existir por isso. Os problemas contextuais dos caminhos da vida, repartimo-los, na adversidade e na consciência da ausência de culpa na exposição ao imponderável. Talvez o que me perdoas será não ter decidido fazer o retrato de mim enquanto companheiro de caminho, mas sim de mim enquanto pintor, lobo e contemplativo. E disso, já me sei perdoado, o que alimenta a minha alegria.

O meu beijo, aqui da cadeira mesmo ao lado.

antonior disse...

Paula,

Os retratos em que acredito, não desdudam propriamente, mas conferem transparência às roupagens. Essa transparência só expõe a nudez aos olhares mais argutos.

Beijinhos

antonior disse...

Luisa

Primeiro, as minhas boas-vindas a este espaço.

Depois, os meus agradecimentos pela objectividade lúcida e sintética do comentário. Agarrou a alma da intenção e revelou que a comunicação se estabeleceu. Espero que os próximos conteúdos continuem a beneficiar desse olhar, dessa análise e dos seus comentários.

antonior disse...

Waleria,

De facto, num retrato, mais importante do que o rigor formal do aspecto físico é a expressão. É aquele "não sei o quê" que nos faz imediatamente identificar o retratado e que pode estar no olhar, na particularidade de um nariz, numa forma de arquear as sobrancelhas ou num sorriso. Isto os caricaturistas bem sabem identificar para conferir sucesso aos seus trabalhos.

Um abraço.

antonior disse...

Rafa,

Tem razão!

E quem melhor me poderia definir, que quem mais próximo partilha o tempo e o espaço comigo e com mais intimidade comunica...?!...

Tem o valor inquestionável e privilegiado de um saber legítimo, mesmo em confronto com a subjectividade de que cada olhar corresponde a uma leitura, a começar pelo nosso próprio sobre nós.

Um abraço

antonior disse...

Eduardo,

Os Lobos são belos. Sempre belos. São animais ancestrais e verdadeiros. Não são maus como rezam as estórias (essas sim, maldosas) dos homens. São puros e justos. São guardiões e executores rigorosos da justiça da Natureza que nos atrevemos a classificar da pior forma quando põe em causa os nossos interesses e privilégios, porque nos recusamos a ver o nosso verdadeiro lugar neste universo.

Os Lobos são a origem, o antepassado comum de todos os cães que hoje existem. Porque se aproximaram de nós e nos permitiram que os usássemos para nos ajudarem a caçar. E nós os condicionámos no seu direito básico de reprodução expontânea até obtermos novos tipos de animais, novas "raças" que melhor nos servissem, para trabalhar para nós, para nos divertir ou acompanhar. Hoje são os nossos amigos e companheiros, por vezes até os nossos olhos e a nossa retribuição é aquela que tantas vezes sabemos. Abandono e maus tratos.

Os Lobos são os primeiros cães, foram em tempos os nossos melhores amigos, para darem origem aos de hoje. Hoje esses lobos não são também eles os nossos grandes amigos porque não deixamos, porque não sabemos cultivar a amizade no respeito pelas diferenças, na tolerância pelo espaço da indidualidade.

A beleza dos lobos é algo que não está ao meu alcance, porque a minha condição humana me impede o seu acesso. Mas ainda assim obrigado pelas tuas palavras em que me fazes sentir mais próximo deles. Quanto ao talento, esse almeja a ser lobo.

Um grande abraço para ti.

antonior disse...

Isabel,

Retribuo as saudações.

São um agrado as tuas passagens silenciosas, mas legentes.

Bem-vidas!

Beijinhos nossos.

antonior disse...

Anabela,

É sempre bom ter as tuas palvras por cá. A tua passagem, silenciosa, sente-se mais vezes, mas o sinal escrito, deixa o testemunho.

A vida é um caminho sempre difícil. A nossa forma de lidar com as dificuldades e a capacidade que temos de as aceitar determina o grau de sofrimento com que o percorremos. É a condição humana em pleno. Em todas as vidas há lugar para ansiedades e frustrações. Talvez no alto dos Himalaias haja almas mais perto do céu. Não fosse o tecto do Mundo. Mais perto de DEus, do Mistério DEle.

Eu é que te agradeço por encontrares nos conteúdos que aqui publico os seus aspectos positivos e bons.

Um abraço de todos nós para todos vocês.

antonior disse...

Jota Cê,

Os caminhos da vida que escolhe dar prioridade aos impulsos da criação artística são sempre estranhos e sofridos. Necessitar de ganhar a vida nesse exercício é, quase sempre, uma tragédia. O único paliativo é uma dose de humor equilibrada, porque se não há equilíbrio, o sujeito da acção cai na gargalhada histérica, num descontrolo demencial em que o riso já tem dentes podres.

Vem mesmo a propósito dizer que essa convicção de que é possível "dar a volta" aos Deuses cria-nos um excesso de confiança em que "escorregamos" ao virar da curva que surge de surpresa.

Os bons momentos, aqueles que valem a pena mesmo, são aqueles em que nos dizem:

"Arte pura esse seu post, gostei mesmo!"

Obrigado!

Um abraço, com amizade.

antonior disse...

Fá Menor:

Os lobos não são humanos, mas possuem virtudes qua a condição humana deveria incorporar. A consciência instintiva da pertença harmoniosa ao todo a que pertencemos não é a menor. A nossa consciência analítica que julgamos, como espécie, fazer-nos superior a eles, não nos faz cumprir a responsabilidade de respeitar o carácter sagrado da Vida e da Natureza. Recusamos até a sua dignidade.

Quanto ao filme do Bergman e da frase que, muito bem, destacas, até porque frequentemente é citada pela importância das suas interpretações, refere uma circunstância que muito de nós vivemos, uns mais outros menos conscientemente. Alguns também decidem jogar xadrez com a personagem de negro.

Obrigado pelas tuas palavras.

Beijinhos

antonior disse...

Laura,

Obrigado pelo poema com que comentas o post.

Realmente que sabemos nós dos laços que ligam os tempos, os passados ao presente e aos futuros, se calhar já esquecidos?!....

Quanto a grandezas e "pequenezas" sempre encontro uma especial grandeza no olhar que se questiona perante o seu igual que lhe parece maior apenas por apreço....claro que gostei, Laura, como poderia não gostar?...

Beijinhos

antonior disse...

Cris,

Essas tuas palavras são um estímulo que muito me apraz. São um retorno importante para a minha necessidade de entender a eficácia do processo de comunicação que empreendo nos trabalhos que faço e que se destinam à apresentação pública. A consciência do teu envolvimento nos processos criativos e críticos das artes visuais dão uma especial importância às opiniões que expressas e que agradeço.

De facto o autoretrato possui dificuldades que a representação do outro não tem. Há uma diferença considerável entre a observação que fazemos do outro e as leituras externas que fazemos do seu ser e a que resulta de um olhar nos nossos olhos ao espelho ou para esse outro reflexo que é a nossa fotografia. Além disso quando nos representamos há sempre a consciência de que corremos o risco de expor a parte de nós que sempre queremos proteger. Isto é uma espécie de " O pintor / fotógrafo no sofá de Freud" (o avô, já que o neto coloca os modelos no sofá para os retratar cruamente.

E claro, assim que o projecto dos retratos estiver devidamente definido, dir-te-ei. Fico muito satisfeito com o teu interesse.

Uma última palavra para a iguana. Também gosto muito dessa pintura. Representou a alguns níveis técnicos um desafio que foi extremamente grato de resolver.

Beijinhos

antonior disse...

Piedade,

Obrigado por essas tão agradáveis palavras de apreço e pela sinceridade expressa.

Beijinhos nossos.

antonior disse...

Cristiana,

Seja bem-vinda a este espaço.

As palavras que manifestam o seu agrado pelos conteúdos que aqui publico dão-me muita satisfação, sobretudo em consciência do trabalho notável que exibe no seu blogue.

Um abraço.

antonior disse...

La Vie en Vert,

No olhar dos lobos mora o mesmo Mistério que é comum a toda a existência. Mas na sua essência mora uma dignidade que o ser humano amiúde avilta.

Eu é que fico reconhecido pelas tuas palavras. A tua modéstia mais valoriza os conteúdos que publicas.

Beijinhos nossos.

antonior disse...

Gabriela,

Há selos sétimos que abrem para tabuleiros de xadrez onde os turbantes dos xeques se liquefazem sobre a areia para dar lugar a oásis onde as piscinas naturais lembram algumas pinturas de Ingres.

A alquimia da vida mora na transmutação do apocalipse cinzento do quotidiano pelas alternativas que colocam a imaginação no poder sonhador de um devir democrático de fantasia e sonho. No local em que a estória do Lobo se conta de outra maneira. Em que os seus nomes vão de Aquiles a Antonius Block (só na letra A) e se alargam a todos os que conhecemos. Que a Deusa, o Santo Graal da Origem, se deu ao mundo alimentando os gémeos que fundaram Roma. Porque também Constantinopla, Lisboa e todas as cidades e aldeias e lugares do mundo foram fundadas por gémeos alimentados por Lobas férteis.

Beijinhos

antonior disse...

Maria, amiga...

Tens razão. Nem cara de mau consigo fazer. Fico contente. Não tinha sequer intenção. É que eu não engulo essa estória do Lobo Mau, pérfido e cruel. Há mais manha nalguns capuchinhos e seguramente mais desdouro em certas avozinhas do que nessa alma licantrópica que associa o homem ao lobo. Quanto à crueldade dos caçadores é melhor nem falar. Portanto, minha amiga quando visto a pele do lobo não é para assustar ninguém.

Mas muito te agradeço essa convicção com que me demarcas da imagem bastante consensual do "Lobo, bicho Mau".

Gosto de saber dessa tua atenção pela obra do I. Bergman.

Obrigado pela amizade e pela franqueza. E por favor, faz-me um favor (assim mesmo, favor 2 vezes) nunca me peças desculpa pela franqueza porque é coisa que recebo com grande agrado e honra.

Beijinhos

antonior disse...

Tais,

A tua leitura do conteúdo do post é confortante por atestar uma visão positiva do retrato. Registo também, com agrado, a tua apreciação ao poema.

Beijinhos

antonior disse...

Ale,

Bem-vinda e este espaço.

Agradeço as suas palavras de apreço. Registo com agrado a sua preferência pelas pinturas de animais e pelos retratos que são temas que continuarão a surgir nos conteúdos deste blog.

Convido-a a visitar os posts de Junho e Julho passados para conhecer pinturas minhas com composições mais complexas.

Pedro Luso de Carvalho disse...

Caro Antonior,

É sempre gratificante encontrar neste meio de comunicação, às vezes fútil, matéria séria e responsável em termos de arte, como esta: um poema forte conjugando-se com o expressivo auto-retrato, um completando o outro. Parabéns.

Abraços,
Pedro Luso.

Laura disse...

O tempo voa
o tempo passa
esvoaça
qual bater de asas
sempre a voar
nas costas do vento
e noutros lugares
acampar...

Passei por aqui!
a saudade bateu na minha porta, e aqui estou desejando tão somente que a vida vá deslizando ao sabor do vento,mesmo que contra a corrente!...
Um beijinho a todos, da laura.

Berro d'Água disse...

Tens olhos d'água senhor das tintas e dos pincéis...

E como estás??? E como está tua donzela??? E a bicharada???

Aqui tem feito muito calor. Ontem a sensação térmica no sul, foi de 50º e isso é quente demais!!! Nota-se uma visível rebeldia por parte da natueza que insiste em nos mostrar seu descontetamento decorrentes dos sucessivos maus tratos dados à ela, por todos os humanos e como consequência disso, temos tido sistemáticos temporais, vendavais, apagões, furacões, corrupções...

Desejo tudo de bom a vocês e um ótimo final de semana!!!

Com beijos,

Cris

antonior disse...

Leonardo,

Eu é que agradeço. É confortante receber um comentário como o seu. É coerente com as suas opções criativas também figurativas e conceptualmente estruturadas para uma comunicação rica, mas fácil e democrática nas leituras.
Volte sempre!

antonior disse...

Lili,

Volto a saudar essa tua espiritualidade que assim expressas.

Obrigado pelo comentário à pintura.

Beijinho

antonior disse...

Diego,

Bem-vindo e obrigado pela visita.

Na próxima visita ao seu blogue deixarei um comentário ao conteúdo geral.

Um abraço

antonior disse...

Canduxa,

São bem-vindas as suas palavras que expressam um entendimento especialmente esclarecido sobre o conteúdo do post.

Há, de facto, uma complementaridade entre o retrato e o poema.

A nossa relação com o inevitável fim da existência física, sendo também o terminal de todas as nossas certezas possíveis concentra todas as angústias que povoam o nosso sentimento perante o grande Mistério. Por isso é tão difícil um diálogo com Deus, nessa sua essência de incógnita e indefinição, despida de todos os artifícios que a humanidade foi tecendo ao longo dos tempos usando credos e religiões que melhor serviram, na maior parte das vezes outros interesses que não os desse Mistério Divino. E tudo isto que acabei de escrever, não deve ser entendido por mais do que meras palavras para definir o indefinível. As palavras mais fáceis de entender num significado que se ajusta a um imaginário consensual que, ao fim e ao cabo, alinha com esses mesmos artifícios que referi.

Um abraço

antonior disse...

Virginia,

Bem-vinda a este espaço.

Também gostei muito so seu trabalho, o que acrescenta uma especial satisfação pela sua presença por cá.

Um abraço

antonior disse...

Maré,

Bem-vindas são essas palavras de reconhecimento de uma certa ingenuidade singela na alma licantrópica. Da sua pureza estrutural na relação assumida plenamente com a origem natural.

Já o autodenominado "homo sapiens" comporta-se como um vírus...

Obrigado pelo comentário à pintura.

Beijinhos nossos.

antonior disse...

Kim,

Meu caro amigo, é um conforto à alma que pinta receber uma apreciação tão intensa.

De facto, muito do que tem sido referido como a face negra deste retrato tem a ver com a relação do pintor com estado actual do "mundo da arte" e das perversidades com que se gere a sua (da arte, das obras) visibilidade, e caminho e representação no tempo e na história.

Obrigado amigo pelos parabéns, e parece que de facto pintar é o meu destino, mas como tantos outros que pintam, escrevem, fazem música e afinal criam de tantas maneiras o destino assume-se como uma quase fatalidade, uma espécie de maldição.

Um grande abraço

antonior disse...

Rebeca e Jota Cê,

Obrigado pelo retorno e pelas palavras.

Um abraço

Tais Luso de Carvalho disse...

Antonior, tenho de deixar registrado que gostei imensamente do vídeo de tuas obras. Aqui tem muita coisa a se ler... Textos muito reflexivos.

beijos, amigo.
tais luso

antonior disse...

Ana,

A sua apreciação à minha pintura contém palavras de estímulo, que agradeço.

Peço desculpa por não ter correspondido à sua tão amável oferta. Espero que me perdoe o meu deselegante e injusto silêncio, mas o contexto em que as últimas semanas decorreram, não me tem deixado possibilidades de dar a atenção miníma a este espaço, necessária para conseguir evitar estas falhas.

De qualquer forma não lhe iria dizer diferente daquilo que resulta de uma opção que fiz e espero que compreenda. Agradeço sempre, com sinceridade a distinção de que sou alvo, e guardo virtualmente num espaço da minha memória essas atitudes, mas não participo nas correntes implicadas na circulação de selos e prémios, com que tenho especiais dificuldades em lidar devido à minha observação directa de diversas formas em que esse processo sucede e às minhas convicções relacionadas com a impossibilidade de ser justo na distribuição que nos caberá fazer após aceitar. Já recebi algumas, poucas, ofertas de prémios que sempre declinei, com pesar, mas reconhecimento. Como será fácil de compreender, a mais marcante para mim, foi da minha companheira, Maria Besuga. Portanto agradeço, com um pedido de desculpa.

Um abraço

antonior disse...

Cristina,

Obrigado pelas palavras com que expressou a apreciação ao post.

Registei o seu convite para visitar o seu espaço. Irei corresponder com brevidade, só não o tendo feito até agora, devido ao meu afastamento, forçado, da blogosfera, devido às circunstâncias das últimas semanas quwe me solicitaram imperiosamente para outras actividades.

Até breve.

antonior disse...

Laura,

Obrigado pelo segundo comentário, pelo poema e pela manifestação de interesse patente nas palavras.

Beijinhos

antonior disse...

Caro Pedro,

Nestes dias de forçosa ausência tenho-me lembrado, frequentemente, de um comentário teu, deixado há algum tempo, em que com a amabilidade que é a tua, dizias que desejavas que este espaço não se calasse, como a tantos sucede, por lhe encontrares suficientes motivos de interesse para justificar alguma importancia aos conteúdos que aqui publico.

Essas foram importantes palavras de estímulo e apreço que constituíram um apoio no confronto com as dúvidas que sempre se me colocam perante a importância das coisas.

No entanto, as palavras com que te respondi, são hoje válidas, com igual vigor. Enquanto tiver a sorte de arte e engenho, saúde, força e recursos não deixarei de aqui publicar o que faço, penso e acredito. O olhar com que dentro de mim observo o que me rodeia, aquilo a que pertenço, de que faço parte: este universo. Poderei não vir tão assiduamente, mas espero poder não me calar.

Obrigado, Pedro!

Um abraço, com amizade

antonior disse...

Cris,

Obrigado pelo teu segundo comentário. De facto a ausência de novos conteúdos leva a esta circunstância.

De facto a Terra-mãe tem razão. Estes seus filhos que se esquecem do que são funcionam para com ela como virus perigosos. O seu sagrado organismo não tem outro remédio do que accionar os anti-corpos. 50º é demais, realmente...é como uma febre que desenvolvemos para eliminar os invasores do nosso corpo humano.

Beijinhos

antonior disse...

Tais,

Também para ti o meu especial agradecimento pelo teu segundo comentário. Pelo facto de, ao meu silêncio não teres também respondido com silêncio.

Ao ler o teu comentário, tão animador e estimulante, todas as ideias que coloquei na resposta que pouco acima dei ao Pedro, são igualmente válidas.

Registas o apreço pelas pinturas que viste, penso que perante a visão de conjunto. Pois eu aqui quero referir o muito importante facto de seres uma das únicas pessoas que vistam este lugar que referem os conteúdos extra-posts. Como te disse é importante, porque me questiono, frequentemente, se esses conteúdos merecem alguma atenção ou servem apenas para complicar as visitas de quem cá vem.

Obrigado, Tais.

Beijinhos

lupussignatus disse...

sulcos

nas

asas


[a penugem
do tempo]



*abraço lupino*

Tais Luso de Carvalho disse...

‘Também para ti o meu especial agradecimento pelo teu segundo comentário. Pelo facto de, ao meu silêncio não teres também respondido com silêncio’.

Antonior: sempre venho ao teu blog, mesmo que um dia não deixe comentário. Muitas vezes não estamos inspirados a deixar um comentário à altura do que foi postado.

Isso que escreveste acima, é de uma importância grande para os blogueiros. Tenho visto, também, que muitas vezes nosso silêncio gera o silêncio dos outros. Está errado. Esse pagamento de comentários não gosto, não me soa verdadeiro; o toma lá dá cá. Prefiro menos comentários, aqueles sinceros, aqueles que acrescentam algo em nossa escrita. Comentários que realmente nos mostram que valeu a pena nossa postagem; e que, se uma pessoa leu, gostou e se beneficiou, já estamos recompensados. Sempre quis qualidade e não quantidade.

Muito obrigada pela tua sensibilidade.
Bjs
Tais luso


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