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Este blogue é um espaço onde tento conjugar a divulgação do meu trabalho de pintura, através das publicações abertas a comentários, e a publicação de outras matérias na coluna lateral e nesta zona, ao alto da coluna principal.


Os assunto e conteúdos que aqui coloco, em paralelo com a pintura que faço, relacionam-se com as minhas opiniões e opções no exercício do acto de viver. Isso, como tudo, resulta de um compromisso entre livre-arbítrio e determinismo, de racionalismo e sensibilidade, de consciência e intuição, de ponderação e impulso.


Não será possível resumir neste espaço o meu pensamento acerca do mundo actual e do que é indispensável alterar para viabilizar um futuro, em que a nossa espécie assegure a sobrevivência da vida como a conhecemos, de uma forma que respeite a sua organização estrutural. Penso que em qualquer de nós tudo existe. A capacidade para fazer num sentido e no seu oposto. Cada um tem os seus conceitos de bem e de mal, se bem que há tendências mais universais. Para mim basta-me considerar por bem o que estabiliza, harmoniza, promove prazer e bem-estar, respeita e aceita e se constrói permanentemente na consciência da pertença a uma unidade global. A consciência do mal estará no extremo oposto. É uma forma simplista e não mais que um recurso para estabelecermos regras de conduta, para assumirmos a responsabilidade que os nossos recursos desmedidos para interferir no meio em que vivemos, nos confere.


A falta de um sistema político adequado para a gestão das sociedades que promova um papel social, de cada um, devidamente equilibrado no deve e haver, estabelecido no respeito sagrado pela dignidade de cada pessoa, é um sintoma de um mal que se avalia pelo exame da nossa História Universal. Se avaliarmos os registos da história política, das artes e do pensamento, verificamos que há um padrão de comportamento humano que é inerente à sua condição e que não tem mudado ao longo dos milénios. Depois vemos que tudo se repete, em ciclos. E verificamos que a velocidade das transformações evolui exponencialmente, porque tudo é um pulsar. A explosões sucedem-se retracções.


Neste momento não sabemos em que ponto estamos, mas sabemos que se não alterarmos o nosso comportamento, estaremos a construir uma destruição num apocalipse de dor e sofrimento em que a nossa arrogante inteligência fará a afirmação de ser a mais negra estupidez do Universo conhecido.



ASSINE PELA ABOLIÇÃO GLOBAL DA PENA DE MORTE

BASTA A POSSIBILIDADE DE INOCENTES SEREM CONDENADOS À MORTE PARA A ABOLIÇÃO SER IMPERATIVA


No passado dia 10 de Outubro foi o Dia Mundial pela Abolição da Pena de Morte. Duas semanas antes, a 25 de Setembro, o Brasil tinha-se tornado o 72º país a abolir a Pena de Morte do seu sistema penal, sem possibilidade de retrocesso.


Este é, ainda hoje, um tema polémico. Confrontados com a violência que espreita a esquina do quotidiano da pessoa mais serena e pacífica, e com a consciência que a divulgação mediática que existe dessa mesma violência muitos são os que apesar da sua boa personalidade cívica e humana, hesitam ou, nem por isso, antes apoiam a pena de morte como solução para conter e castigar os crimes que atingem inocentes.


Pessoalmente, expresso aqui uma opinião que assume uma série de implicações, pelo que não quero fazê-lo, sem fundamentar a minha posição e assumir a consciência desses fundamentos. Estou consciente do privilégio que representa nunca ter sido alvo de episódios de relevante violência. Consigo, talvez por defeito, mas quanto baste para entender o estado de espírito de quem sofreu sérias circunstâncias
de ofensas pesadas à sua integridade física, atentados ou até assassínios dos que lhe são próximos.Há casos e circunstâncias em que os ofendidos poderão encontrar argumentações que sustentem uma execução num caso específico. Há até casos de assassinos que querem morrer. Há muitos que até se suicidam no corredor da morte, seja pela incapacidade de lidar com a culpa ou com a desumanidade da tortura da espera. No entanto, há uma coisa de que todos temos de estar conscientes. Num determinado sistema penal há ou não há pena de morte. E temos de estar conscientes de uma outra coisa. Nenhuma lei que exista em qualquer país, para qualquer efeito, tem garantia de ser sempre exemplarmente aplicada. Os casos são julgados por pessoas e por elas são aplicadas as penas. As pessoas detêm poderes e têm interesses que, por vezes são difíceis de identificar até para os próprios porque estão nas esferas obscuras das ideologias e das afectações de carácter e que são determinantes nas decisões. Pesa, para mais, que a maioria dos locais onde a pena de morte ainda é aplicada, e onde é necessário que seja abolida, são aqueles onde os atropelos à isenta aplicação da lei são mais fáceis.


Não é defensável que estejamos vulneráveis à violência social. Sabemos que há seres humanos cuja monstruosidade de comportamento alimenta as vendas e audiências dos meios de comunicação com a evidência de que não terão a mínima viabilidade de recuperação. No entanto, defendo que as sociedades terão de encontrar métodos de prevenção e de regulação destes fenómenos que estão completamente associados à própria natureza humana e à forma como se gerem políticamente as sociedades. Acredito que um eficaz combate à miséria existencial e um sistema de educação humano e adequado resolverá uma grande parte do problema. A aplicação rigorosa dos direitos humanos, já reconhecidos, outra parte. Só que o que poderia ser fácil, não o é, e esse estado, demorará a ser atingido, se algum dia o for à escala global. Até lá, os crimes e as agressões continuarão. E a necessidade de lidar com eles, sem passar pela eliminação física do criminoso. Porque basta a possibilidade, em aberto, de um inocente condenado para inviabilizar que se possa manter uma lei que o permita. Nos Estados Unidos, onde ainda existe, como sabem, pena de morte nalguns estados, já se tem descoberto inocência, e conduzido à libertação de presos, numa espera que chega a durar 20 anos.


Perante estes factos só é possível defender a abolição da pena de morte, sem excepção do local geográfico, da natureza dos crimes, das características do criminoso ou do método de execução utilizado. É um princípio e um conceito a eliminar para atingir um mundo melhor.


Como nota final, registo o facto agradável de Portugal ter sido a vanguarda da abolição da Pena de Morte. Foi introduzida pela Reforma Penal de 1867, tornando-nos no primeiro país a aprovar uma lei desta natureza. Notável, para um país, em que em 1476, os registos reais dão conta daquilo a que chamam "uma lei mais humana" referente à decisão de D.Afonso V de proferir uma sentença em que só o marido podia matar a mulher culpada de crime de fugir ao marido, pecando-lhe na lei do casamento.

ATENÇÃO - ESTE VÍDEO MOSTRA A CRUELDADE HUMANA PARA COM OS ANIMAIS

Nos dias de hoje, só a ganância do lucro, o desprezo pelo sofrimento alheio e a crueldade para com as outras formas de vida, explicam as experiências com animais em laboratório, para fins médicos, cosméticos ou outros. No total alheamento pela dignidade da vida e pelo seu carácter sagrado, animais dotados de consciência e sensibilidade elevadas são torturados com objectivos militares e científicos, por vezes durante anos a fio, passando existências inclassificáveis. A engenharia genética que tem sido, tantas vezes, usada em más direcções, providencia afinal os meios que permitem avançar a medicina sem o uso deste tipo de práticas, mas elas continuam a ser usadas.
Impõe-se que todos os que temos consciência do mal no exercício destas práticas cruéis e que com elas não queremos pactuar, nos informemos, de quais as empresas que comercializam produtos ou medicamentos resultantes destas experiências. Felizmente o mercado actual dá alternativas para se evitar um consumo que suporte essas actividades.

NÃO À SENTENÇA DE MORTE - Não deixe o seu cão velho na rua, nas noites frias!

Chained Dogs

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Se tiver dificuldades com a língua inglesa faça uso da ferramenta de tradução do Google. Não é perfeita, mas permite-lhe ter uma ideia muito aproximada dos conteúdos.

MOSTRA VIRTUAL DE PINTURA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AMARELO – O PEQUENO TIGRE



Mantendo-se as circunstâncias que condicionam a minha actividade de pintura, continuo com os meus “exercícios” a pastel sobre papel. Tenho um objectivo definido, que a seu tempo revelarei, ao fazer a presente série de animais domésticos. No entanto, as pinturas que tenho apresentado nas últimas semanas, não são representativas do meu trabalho nesta área, sobretudo a nível conceptual. A quem o quiser conhecer convido a visitar os arquivos de Junho e Julho deste blogue.

Satisfazendo as expectativas dos visitantes regulares, segue mais um membro de quatro patas desta nossa família. O gato Amarelo.



Amarelo total web
Amarelo
Pastel seco sobre papel negro
50x65cm – 2009



O Amarelo é um pequeno tigre. Tem a envergadura e o peso (mais de 7Kg) do cão Tintin. Foi o último elemento a entrar para o nosso lar.



Entrou por iniciativa própria. Há cerca de dois anos, durante um período, usei como atelier de pintura um armazém de alfaias agrícolas num espaço contíguo à casa que habitamos. Como eu gostava de pintar com o grande portão do armazém completamente aberto para beneficiar da luz natural, o nosso amigo começou a visitar-me para observar o “ambiente” e avaliar o potencial de conveniência. Ou talvez, simplesmente, por pura curiosidade para justificar a fama dos gatos. Ora o escriba destas linhas, em face deste visitante, que vinha por momentos “colorir” o espaço em que as cores se misturavam para dar vida ao conteúdo das janelas de tela, cumprimentava-o amistosamente, de início. Em dada altura, suspeitando da sua fome, dei-lhe um pouco de comida da gata Mila. E assim começou uma relação afectuosa com um felino de comportamento muito decidido e firme no gesto. Quer dizer no uso das unhas e dos dentes em qualquer circunstância em que o seu livre-arbitrio ou dignidade sejam, no seu recto entender, postos em causa. De facto, se por vezes, faz algumas cedências neste aspecto, reconheço que só a mim me dá o privilégio. É, nesse aspecto, completamente diferente da gata Mila. Senhor do seu nariz com os humanos conhecidos, esquivo e agressivo com os desconhecidos e brigão com os outros gatos, protagonizando escaramuças patentes nalgumas cicatrizes que exibe como medalhas, é de facto um pequeno tigre.



Apesar de ser, segundo opinião veterinária, um animal ainda jovem, já passou por um episódio grave de saúde. Já o deixámos internado, quase sem esperança de o reencontrarmos vivo no dia seguinte. Foi uma retenção urinária, que já lhe tinha elevado os níveis de ureia ao ponto de lhe ameaçar as funções vitais. Felizmente sobreviveu, mas desde aí, só pode comer rações específicas para gatos com deficiência renal, que, pelos vistos, abundam.



De qualquer forma, quero realçar, que é um animal que, sem prejuízo, do seu porte altivo e gesto rápido na correcção de alguma ofensa, está sempre disponível para um afecto e demonstra, para comigo, uma amizade especial.



Realço o seguinte episódio. No tal armazém, que como disse está implantado num terreno rural, abundam em dias de temperatura elevada ou moderada pequenas lagartixas, que satisfazem, muito competentemente, os seus instintos de caçador. Instintos esses que já tem provado possuir com alguma competência técnica, dado conseguir até apanhar pequenos pássaros em voo. Ora como eu tenho o instinto oposto, ou seja de preservar a vida a todo o custo, faço sempre que posso, a grande contrariedade de lhe retirar as presas enquanto estão vivas, devolvendo-as aos seus espaços. Como já disse, a mim ele ainda vai consentindo esses desaforos. Ora nos tempos do armazém, eu fiz isso diversas vezes com as lagartixas. Então o nosso amigo amarelo, que pernoitava (e ainda hoje pernoita) no armazém brindava-me frequentemente, com lagartixas mortas junto do meu banco de pintura, pela manhã. Por vezes se as caçava enquanto eu estava distraído a pintar ia levá-las para o pé de mim. Do seu ponto de vista, quando eu lhas retirava, queria-as para mim, logo ele vinha dá-las de presente.




Amarelo detalhe web


“Mago respirou fundo. Abriu o nariz e encheu o peito de ar ou de luar, não podia saber ao certo, porque a noite era uma mistura de brisa e claridade. Mas fosse de frescura ou de luz a onda que bebera dum trago, de tal modo o inundou, que em todo o corpo lhe correu logo um frémito de vida nova. Esticou-se então por inteiro, firmado nas quatro patas, arqueou o lombo, e deixou-se ficar assim alguns instantes, só músculos, tendões e nervos, com os ossos a ranger de cabo a rabo. Arre que não podia mais! Aquele mormaço da sala dava cabo dele.”
                                                                                                               Miguel Torga, in “Os Bichos”




O Mago era um gato que trocara a dignidade do exercício felino, livre e vadio pelas mordomias da vida de animal de estimação.


Pois, penso eu, com a natural satisfação que este Amarelo tem o melhor dos dois mundos. Todos os dias uma dose de exploração vadia à sua vontade, comida sempre certa, veterinário quando precisa, desinfestação de parasitas e um tecto para pernoitar. Mais, um enorme armazém por sua conta, onde conhece todos os cantos, e tem até um abastecimento regular de lagartixas e um ratito do campo uma vez por outra. Dos nossos bichos o que melhor se assume como uma fera doméstica.








46 comentários:

mariabesuga disse...

Sendo que se mantém o interregno assim vais exercitando na preparação do projecto que tens em mente e que resultará deste trabalho.
Tomara resulte!...

“O gato Amarelo”

Pois pequeno tigre é muito bem dito sim senhor. Este é um felino que faz jus à raça. Companheiro inseparável e privilegiado e com lugar cativo e reservado no teu antigo espaço de pintar logo aqui ao lado da casa assim se foi preparando a convivência com todos os outros elementos da casa, bichos e humanos. Não é portanto de admirar que apenas a ti ele permita tais “desaforos” como lhe chamas. Eu chamar-lhe-ia abusos de confiança pois felino é felino e humano não tem que lhe alterar o curso normal do que é a sua natureza. Mas vocês lá se têm entendido e apesar dos abusos a relação tem resultado.

Este jamais deixará de ser caçador. Está-lhe nos genes de gato tigre que antes tinha necessidade de se desenrascar para tratar da fome e ficou-lhe o jeito que até por instinto não perderá seguramente.

Dá gosto vê-lo esparramar-se aqui no quintal a apanhar sol e pedindo festas. Desde que aconteceu o episódio do internamento mais molengão ficou se bem que como dizes de unhas e dentes faz uso sempre, empinando-se a nós pedindo festas ou que nos apressemos a fornecer-lhe a comidinha que está com a barriguita a dar horas. É a sua maneira de nos comunicar as vontades e vamo-lo entendendo.

O Mago do Torga também não me parece que se tenha rendido às mordomias de animal de estimação esquecendo o vínculo à raça que bem lhe cansasse o “mormaço” da sala haveria de experimentar umas voltitas pelas redondezas dando largas ao instinto felino…

Quem gostará desta alusão a Torga bem sei que será a Maria dos Alcatruzes que é apaixonada pelo autor sabendo-lhe os escritos de fio a pavio…

Temos então em mais este retrato da nossa assumida fera doméstica o testemunho de quantos e como somos por aqui. Ainda faltam alguns e a seu tempo aqui aparecerão espero.

Para ti o meu beijo sempre
Para o gato amarelo a festa possível apesar de uma ou outra arranhadela a que o hábito vai dando menos importância.

Rafael Costa disse...

Rumo aos três meses e com causas importantes.

Admiro a capacidade do homem em se beneficiar da produção em cima do especismo. Somos tão animais quanto um cachorrou, um peixe ou uma vaca. Estamos em condições favoráveis sim, e só por isso explorarmos estes se torna de uma covardia extrema.

Abraço


Rafa;)

Sangue é vida que se Dá disse...

De passagem por esta sala emoldurada sempre se encontram novidades, e das boas,desta vez o gato amarelo, que lindo tigre, é um nome que lhe faz justiça ,pois é enorme, pintado , bom é uma uma delicia de ver,também o conheço pessoalmente, é lindo ,estás aguçarme o desejo de criar um gatinho ,está para breve,vou fazer por ele de pequenino ,para nos habituarmos melhor um ao outro, ja tive gatos lindos, lindos e meigos,imfelizmente uma vizinha incomodada com o miar deles resolveu mata-los com veneno,nunca mais tive animais ,matou os gatos e quantos caes eu tive,essa senhora ja aqui não mora graças a Deus ,entao pode ser que agora tenha mais sorte, vou tentar ok.
um abraço .

Fa menor disse...

Aqui se prova que "os animais são nossos amigos": na partilha das suas lagartixas com o seu amigo! Eles sabem reconhecer uma amizade.

O retrato está soberbo! Parabéns!

Bjos

Paula Raposo disse...

Que fantástico! Fiquei encantada com este gato e com a tela!! Beijos.

maré disse...

a magestade de um felino
detentor de uma liberdade
que aqui se vive, se respira.

e eu admiro-os tanto!

Beijos antonior, extensivos.

Maria disse...

Antonior:
O teu Amarelo é um gato lindo e expressivo. Esperto também. Sabe viver livre, disfrutando as comodidades de gato doméstico e mimado. Essa de ele te ir dar as presas, é pouco vulgar num gato.
Em câes acontece muito. Uma prima minha teve um dia o "prazer" de encontrar uma enorme ratazana morta em cima da cama e a cadela muito feliz à espera de agradecimentos. Este chantagista do Nabão rouba-me coisas, foge com elas e só as devolve em troca de um bolo.
Sabes o que achei? o Amarelo prece estar a sorrir.
Beijinhos de cá para aí.

marialascas disse...

Já tive igualmente a experiência de de receber presentos vivos e mortos do meu gato Sol, no caso ratos que traz dos campos e que aliás também referi no blogue. Eu não entendi na altura o que significava e fiz algumas pesquisas na Net.Parece acontecer com gatos que fome e depois são acolhidos por alguém que altera substancialmente e positivamente o seu modo de vida. Eu senti-me abençoada com esse afecto e reconhecimento. E o seu gato amarelo é muito bonito!
Ou será o coração e a mão do artista?!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Antoninho com Érrezinho

Olá. E ainda se prepara o andor para sair pró adro a fim de se mexer a procissão. Alíneas, duas. A saber,

1) a) É ponto assente: não gosto de gatos. Nem daqueles que antigamente se deitavam nas panelas e tachos rachados, que nem o Santo António recuperava; ele era mais bilhas.

1) b) Este amarelo é um achado. Não - creio - achado em beco ou viela, à caça das gatas. É um achado a forma como o pintas - sem pintas, mas com tintas. Pois, sendo assim, continua a usar o pincel - mas em casa, senão a Girassol faz-te o que se faz aos gatos doidivanas. E por aqui me fico.

2) a) Um agradecimento (CIMPOR, ops, é publicidade, mas... já está) pela forma desmesurada do registo da Há Gata oferecida. Mau, lá voltam os fdp dos bichaninhos, tadinhos, duas gramazinhas de mata-ratos, suprema ironia.

2) b) Vê lá se não difundes muito pelos teus acólitos esta porra dos concursos. Um destes dias, nem ganho prós selos, quanto mais pró resto. De resto, estou de restros (com a).

Qjs à picarrucha e abs para tu

Berro d'Água disse...

Ah... também já tive um Amarelo!!!

É engraçado, mas há algo que acaba sempre ligando pessoas que transitam nas mesmas esferas, pois muitos de nós já tivemos nossas Milas - e eu tive a minha e era uma Dog Alemão de pelo arlequim, belíssima e de personalidade simplesmente maravilhosa - já tivemos nossos TinTin's e enfim, nossos animais que nos ligam ao mundo, ao meio, ao todo...
Ontem perdi minha melhor amiga, que se chamava Khaloa. Uma Mastiffi Inglês que esteve comigo por quase 14 anos, o que é muito raro para cães de raça gigante como no caso ela, que pesava mais de 100 kilos e tinha um coração, olhar, gentliezas e sutilezas nesse mesmo tamanho e proporção. E como era maravilhosa a minha Khaloa e eu senti muito, estou sentindo e continuarei a sentir a falta dela. E embora eu soubesse que ela estava pronta para me deixar, isso não quer dizer que eu não esteja muito triste pela dolorosa perda.
Eu compreendo a tua determinação em usar o pastel para estudar as expressões, linhas, cores, texturas e o fazendo através dos animais - por ora usando também imagens humanas - estarás treinando não somente a tua própria percepção, como propicias também um estímulo às das pessoas que param para olhar teu trabalho e confesso-te aqui que prefiro sempre quando as imagens não são de humanos, salvo raras obras, mas isso por saber que essa forma de arte, é também um modo instrutituvo e muito proveitoso para fazer com que todos passem a olhar os animais com um outro olhar...

Desejo a vocês um ótimo final de semana e tudo de bom!!!

Beijos e até mais!!!

Cris

Ana Oliveira disse...

Mais um belíssimo trabalho...mas já vai sendo dificil não me repetir!

Quanto ao Tigre é tal e qual um gato que tive e já partiu. O Gim, andava pelas redondezas, dava os seus passeios e normalmente regressava a casa noite adiantada, quando chegava, miava à janela e insistia até que acordasse para o deixar entrar...dormia pela manhã fora e ao cair da tarde lá ia ele à "vidinha". Também ele me trazia belos presentes. Uma vez tomou três vezes seguidas o desparasitante porque eu pensei que as minhocas que ele me deixava, ainda vivas, eram dele, e vivia aterrada com a ideia do que ele estaria a sofrer com parasitas daquele tamanho (a risota foi geral, mas que ele tomou dose tripla, lá isso tomou).

Obrigada pelos seus belos trabalhos e histórias partilhadas connosco.

Beijos

Ana

Canduxa disse...

Antonior,

Excelente pastel do seu amigo Amarelo, um verdadeiro tigre, que me deixou fascinada.Obrigado e Parabéns por tanta beleza e tanta expressividade….quase que vejo o Amarelo a querer dizer alguma coisa…talvez um obrigado ao dono por assim o ter dado a conhecer aos amigos e visitantes deste espaço.
A expressão do amarelo traduz bem tudo o que nos contou sobre ele. Com ar de quem quer ser feroz e temido, nem que seja pelas lagartixas e pássaros que tão bem sabe caçar, tem um olhar destemido e um porte elegante. Apeteceu-me ficar aqui a olhar para ele, imenso tempo, e talvez por isso recuei à minha infância, como por magia, e vi-me apenas com 7 anos brincando com a gata Amarela, igual em quase tudo ao Amarelo, que habitava a minha casa e fazia as minhas delícias. Também ela erariscada, independente, saltava de telhado em telhado, brincava com os pássaros e corria atrás dos outros gatos que por lá havia. A única diferença é que gostava muito de passar a noite aos pés da cama do meu irmão mais velho. Numa noite de Inverno, em que os termómetros baixaram aos 2 graus negativos, ela insistiu entrar na cama. Com uma certa compaixão, pela linda gatinha, o meu irmão acedeu ao seu insistente pedido e adormeceu logo de seguida. Aos primeiros raios de sol, abrindo os olhos e esticando as pernas deparou-se com algo estranho e mole. Rapidamente levantou os cobertores e viu-se rodeado não só pela gata como também por 5 gatinhos que ela tivera.
Saltando da cama aos gritos, acordou toda a família e lembro-me que fiquei maravilhada com aquele cenário: 5 gatinhos de várias cores, de olhinhos fechados e que a mãe lambia e protegia com o seu corpo riscado….um cenário de rara beleza e muito amor.
Enfim, tantas recordações que estes animais, que vamos encontrando ao longo da nossa caminhada terrena, nos deixam e sinto que são uma fonte de ensinamentos para todos nós.
Obrigado por estes momentos de beleza, que tão bem nos sabe proporcionar. Obrigado, também, pela forma envolvente com que nos conta e partilha as histórias dos seus fiéis companheiros.
Gostei do mago de Miguel Torga..não conhecia!
Um abraço amigo com muita luz

Tais Luso de Carvalho disse...

Abri o vídeo, mas não tive a coragem de ir adiante. A crueldade com os animais incomoda-me demais, deixa-me num estado de indignação com a nossa própria espécie. Apenas o homem diverte-se com a dor dos animais; apenas o homem mata para tirar da sua presa, coisas banais, como casacos de pele e adornos para casa ou exibir troféus para esconder sua covardia, seus complexos e sua incapacidade. Já pensei em postar vídeos – para mostrar essas atrocidades -, mas não o fiz para não ter de lembrar, a toda hora, que vivemos num mundo de miseráveis. Postei sobre a matança das focas no Canadá, e com fotos das mais brutais; lá, as focas são mortas à pauladas para não danificar a suas peles e para as ‘madames’ usarem seus casaquinhos em perfeito estado... E a fera humana ali, em cima, vigilante, monstruosamente mostrando um pouco do que é capaz.

Estive no Tintim: teu comentário ao meu comentário, me sensibilizou. De vez em quando posto algo sobre os animais. Agradeço por teres lido sobre o Guga e por teres conhecido o meu outro blog, onde dou minha opinião sobre nosso cotidiano. E o abraço do Tintim para o Guga já foi dado.

Achei ótima esta postagem sobre o sofrimento dos bichinhos e podes crer que nós, Pedro e eu comungamos com vocês, à respeito. Por outro lado, fico contente com certas pessoas que adotam animais mutilados.

Mas quero terminar com algo mais bonito, comentando tua bela pintura deste felino amarelo: parece real, tão real como a pintura do Tintim. Tens muitos ‘modelos’ em casa...Diria que é um trabalho prazeroso!

Bj
Tais luso

Pedro Luso de Carvalho disse...

Caro Antonior,

No lapso de tempo que compreende a criação de meus dois blogues, há três anos até esta data, vi muita gente criar e, pasado algum tempo, excluir seus blogues. Espero que isso não ocorra com O CANTO DO FENIX, que foi criado, como dizes, há três meses. Aliás, pela experiência com outros blogues,penso que isso não ocorrerá. Vou torcer para que O CANTO DO FENIX siga o seu curso, para que possa continuar a contribuir com a divulgação da cultura, tão necessária em nossos tempos, quando a velocidade cria regras contrária a esse mister.

Um abraço.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Assim que chegarmos, responderemos todos com aquele carinho já conhecido. O amor é lindo, gente! E realmente a vida, quando é intensamente vivida, é bela.

Beijos jogados no ar, sempre!

Rebeca e Jota Cê

-

Je Vois la Vie en Vert disse...

Olá Antonior,

Hoje mesmo pude assitir a uma cena onde comprovei o instincto caçador de um gato quando estava na companhia agradável do nosso amigo comum Kim ( e de outros ) numa magnífica região do Portugal. Mas o gato não teve direito à festinhas da minha parte porque sou alergica ao pêlo dos animais e destes em particular.
Quanto ao teu gato, é muito bonito e tem uma cor que condiz particularmente com a Girassol !

Quanto à tua explicação sobre o Tintin, entendi(e aprovo) perfeitamente a não utilização do nome do companheiro "belga" da personagem do Hergé. Não me lembrei na altura que também era um diminuitivo do nome Maria de Lourdes (até o meu marido tem uma tia com este nome !)

Obrigada pela tua visita ! Agora vou visitar uma pessoa que te é querida !

Beijinhos da

Verdinha

gabriela rocha martins disse...

a dignidade de um felino; a sensibilidade de um HOMEM



.
um beijo
( e as lambudas de dois "talibans" que habitam em minha casa - quando tiveres tempo e paciência ,podes conhecê.los em http://seducaocanina.blogspot.com ,se quiseres ,claro! )

AFRICA EM POESIA disse...

Belo Trabalho.
Tanto com o Pastel como o humano.
Parabéns



OUTONO


Estou a ver-te…
Árvore de Outono…
Porque estás nua?
Porque deixaste fugir
As tuas folhas…
E os teus ramos…
Ficaram secos e frios…
Longos e nus…
Porque deixas
Porque sofres?
Porque tem frio?

Porque…
É preciso renascer…
É preciso sofrer…
Para viveres novamente…

E assim árvore nua…
Vais voltar…
Mais frondosa…
Mais bonita…
E…
Vais estar outra vez…
Pronta para a nova primavera…

Lili Laranjo

cristinasiqueira disse...

oi Antonior,

Espero que seu blog continue por todo o tempo trazendo à luz sua consciência e sensibilidade para com os animais.
Amo os bichos,particularmente os cães.Gatos gosto assim ,como este tigre,pintado.Acho os gatos muito ariscos e me assusto.Impressionante a sua leitura das falas miadas de teu felino.Interpreta-o com muito amor e verdade.
Pintura muito expressiva e o assunto é ótimo.

Cris

Kim disse...

Agrada-me particularmente a cumplicidade que se gerou entre ti e o Tigre.
Também não me entendo muito com gatos. Até fui habituado, desde pequenino, a ter montes de gatos mas hoje acho que eles não gostam de mim.
O mesmo já não se passa com os cães.
Este Tigre é mesmo um tigre, pois não é qualquer gato que tem honras de ficar para a posteridade nas maravilhosas pinceladas dum artista.
Só ainda não percebi porque pintas em papel. É uma posteridade muito efémera, mas quem sou eu para tal opinar. Certamente haverá razões que este leigo desconhece.
Um grande abraço amigo

Eduardo Aleixo disse...

A Lai-si adorou a descrição das lagartixas. Não gostou da hipótese da devolução das mesmas ao dono. O Gwyn anuiu com a cabeça e o rabo abanando:
- É anti-científico, anti-biológico, é desgatificar o animal e lagartixar o pseudo-humanismo humano...
- Eu levaria a lagartixa ao dono para mostrar as minhas habilidades...
- Claro - explica o Gwyn - retardarias a matança da lagartixa para prolongares o gozo da tua aptidão de guerreiro...
É a vez de ouvir o gato sábio, velhote, 18 anos de idade, o Novelo: ( qque entra pela primeira vez nesta história ):
- Quem escreve esse artigo é bom homem, muito diferente dos outros...
E fez-se silêncio. Todos compreenderam. Por detrás das palavras do Novelo, que ganhou fama de sábio entre a bicharada desta casa, há uma história de sofrimento.
Foi em Macau. Onde vivíamos. A Rita era pequena. Tinha 7 anos. Um dia encontrou um gatinho miando dolorosamente e pegou nele. Mais parecia um monstro. Estava esquelético. Um dos olhos ers nesga pustulenta mal se vendo na montanha de um inchaço. Deus me perdoe, mas não apetecia nada voltar a olhar para aquele corpo horroroso. A Rita tinha medo que nós não concordássemos em receber o gatinho em casa. Mas recebemos. Levámo-lo ao veterinário, que o operou. Ficou a ver cerca de 20% de uma vista. Foi engordando. Foi-lhe dado um nome: Novelo.
O Novelo foi barbaramente atirado de um andar muito elevado de um bairro de Macau para o chão e no châo seria desprezado. Até que a Rita apareceu. Como apareceria anos mais tarde, para salvar outra gatinha, de nome Lai-si, em Portugal, numa mata perto de Santa Cruz, como já foi explicado. Falou-se no Karma. Podia até falar-se em que nada acontece por acaso.
- Por acaso, esse gato, Amarelo, é lindo, é fruto do amor, e por isso vocês não tâm razão quando discordam da teoria desse senhor que escreve sobre as lagartixas...
- A gente não discorda, disseram em coro, o Gwyn, cão anarquista e doutorado em ciência política e a lai-si, manhosa, com a escola da vida,mas também do sofrimento...
----------------
Abraços amigos.

Laura disse...

Olá Pintor, amigo!...

No nosso passeio no Moinho da tia Rosa, Tabuaço,amiga do osvaldo e do Moa, tinha lá dois gatos, um preto e outro de cores lindas netre o alaranjado, e o focinho metade preto, era lindérrimo o bicho, andaram junto de nós, mas a mulher do Kim brincou e brincou e não mais a largaram, estavamos junto ao rio e havia lagartixas, uma teve o descaramento de lá passar, e, num ápice o gato preto cortou-lhe o rabo, ainda a tentei salvar, pus pedras largas a protegê.la, o raio do gato preto não lhe deu tréguas, caçou-a e pronto...bem tentei, mas o gato não arredava pé, e, lá foi mais uma, ainda lhe perguntei porque não se limitava a pescar, já que tinha ali o rio em frente, mas, fez ouvidos de mercador!...
No fim, foram acompanhar o pessoal todo, ao cimod a estrada, andavam, corriam, chegavam primeiro,s entavam-se à nosa espera, e, continuavam, pelos vistos, gostaram dos visitantes...

Esse teu gato tigre é um tigre em miniatura, ora pois, e faz a vida como quer...
Bela pintura..beijinhos meus, laura.

antonior disse...

Minha Maria B.

Como dizes o interregno mantem-se..Sinto até, que de interregno está a passar a um tempo com espaço próprio. Já é tão longo, a caminho de 6 meses, que já não é intervalo, é um período, um ciclo. Como são os ciclos que trazem as mudanças, talvez daqui resulte alguma coisa realmente importante.

O “Amarelo” aqui ficou registado no retrato pintado e nas descrições, minha e tua. Companheiro desde as pinturas no armazém, o que justifica, de facto, a especial relação comigo. Reconhecendo as razões na crítica que fazes ao que chamas os abusos de confiança, estou em humilde espaço de reflexão para corrigir a minha atitude.

O meu beijo, também sempre, para ti.

O “Amarelo” manda dizer que só se lembra de te ter arranhado, uma vez, de levezinho, ao longo de todo este tempo, até pelo imenso amor e respeito que te tem. Talvez tenha sido mais uma ou duas vezes, mas não se lembra. Que quem ele gosta de arranhar na sua troca de estados de humor é a mim, mas que a “coisa” funciona, sem problemas, como dizes.

antonior disse...

Caro Rafa,

Os três meses estão cumpridos. Oxalá também consiga cumprir o caminho que se abre em frente, com o percurso, objectivos e causas a que me proponho.

Na tua sintese ficou perfeitamente registado o espírito e a intenção da intervenção e dos conteúdos publicados.

Retribuo o abraço

antonior disse...

Sangue é vida que se dá, Rosa,

Gratas são as tuas palavras de apreço por este espaço. Bem-vinda, é sempre, a tua passagem.

A intenção que manifestas de adoptar uma cria de gato é um retrato da Alma e Coração que albergas em ti. É o contraponto a essa tua ex-vizinha de que falas. São os polos opostos de uma maneira de estar no mundo. O que, aos meus olhos, só valoriza e destaca mais a tua decisão.

O meu abraço, com amizade.

antonior disse...

Fá menor,

Obrigado pelas palavras para a pintura.

Quanto à amizade dos animais, é inquestionável. As suas características são uma boa matéria de reflexão. Em convívio connosco, animais com saúde psíquica (porque eles também são afectados a esse nível, pela acção humana, pelos maus tratos e pelas acções maldosas), dão-nos a sua amizade a fidelidade mesmo quando não é correspondida. Quando o recebem, nunca negam o seu carinho multiplicado.

Beijinhos

antonior disse...

Paula,

Fantástico também é o teu comentário sintético e sentido.

Beijinhos

antonior disse...

Maré,

Os felinos respiram uma liberdade que ao lhes ser retirada, os asfixia. Torna-lhes os olhos baços e dói de ver.
Talvez o ser humano vá no sentido de respirar essa liberdade.
Saúdo essa admiração pelos felinos.

Beijinhos

antonior disse...

Maria,

Obrigado por esse teu olhar e pelas palavras. E pela tua sensibilidade aos bichos. Aos teus e aos outros. E por veres o “Amarelo” a sorrir. Tu sabes que eles sorriem. Nem sempre nós sabemos ver.

Beijinhos

antonior disse...

Maria Lascas,

De facto, os animais retribuem como podem e sabem o bem que lhes fazemos. Têm connosco a relação que estabelecem com o seu meio. Só os humanos estabelecem uma relação perversa e maléfica com o que os rodeia.

O “Amarelo” é mesmo um belo animal. Sem presunção, a pintura é um retrato consideravelmente fiel. Um destes dias vou editar as fotos dos animais na secção de fotografia da coluna lateral, para que os visitantes possam aferir este facto. A melhor atitude que o afecto que vive no coração e na mão do pintor, pode tomar é expressar a sua realidade, no respeito pelo que há de bom na sua natureza, sem mais.

Liliana disse...

Antonior,
Tive há muitos anos um gato parecidíssimo com o Amarelo. Eu teria un sete ou oito anos. Era o Pantufa (que nome tão original...), mas o meu pai chamava-lhe Tapete, porque, sempre que não sabíamos dele, íamos encontrá-lo enroscado no primeiro degrau das escadas e parecia mesmo um tapete.
No seu Amarelo, belissimamente pintado, revejo muitos traços do meu Pantufa. Era um gato muito meigo, mas muito senhor de si, de modo que havia alturas em que não nos dava o menor dos abusos. O Pantufa era preguiçoso, de modo que não caçava nada, estava sempre à espera que lhe déssemos comida, que ele devorava em menos de nada, fazendo jus à fama de comilão e mostrando que não era gordinho "de ar e vento"... Um dia, desapareceu. Procurámo-lo por todo o lado, mas não o encontrámos - assim pensava eu, porque vim a saber mais tarde que o meu pai o tinha encontrado morto, envenenado, perto de casa (por aqui, havia muitos caçadores, que, por acaso, não gostavam de gatos...).

A pintura está lindíssima, como, de resto, todas as outras que por aqui têm aparecido. Louvo o amor que dedica a estes animais, bem como o facto de os tornar imortais através dos seus retratos. Neste do Amarelo, gosto sobretudo da forma como pintou a boca, que lhe dá o ar selvagem de pequeno tigre.
Excelente obra!

Abraço

antonior disse...

Caro HAF,

Que os Deuses te ouçam, porque a adivinhação é proibida a este mortal, que consciente é de que a existência humana é efémera e sustentada por finos fios.

Quanto às alíneas...aprecio o comentário da 1)b) depois da 1)a). Para quem não gosta de gatos, disseste loas ao “Amarelo”. Quanto ao mimo com que me brindas, agradeço-te a preocupação, mas declaro-a infundada. Os materiais com que pinto são cuidados de uma forma que está em rigorosa relação com a minha maneira de sentir e com a minha filosofia de vida. Essa depurou-se com o tempo e o caminho e não tem nada a ver com a dos gatos doidivanas, Aliás os gatos não são doidivanas. São gatos. E nós humanos. Apenas. E as capacidades até devem restringir as nossas acções porque nos tornam responsáveis. Poder dever ser responsabilidade. Infelizmente nem todos os humanos o assumem. E não quero fazer lamentos políticos. Ah! E já agora...nunca te fiqyes por aí. Vai sempre até onde achares que deves...

No que respeita à 2)a) não tens de quê, claro...o obrigado é meu ( e deixemos as trocas de amabilidades...). E à 2)b) Amigo, eu sei que esta publicidade é positiva para a frequência da Travessa. Tu saberás gerir adequadamente os selos e o resto. E avolumarás as pedras da calçada que aí se pisam, nessa referida Travessa.

Daqui se retribuem os abraços para onde os mandaste e os queijos também.

antonior disse...

Cris,

É como dizes, o mundo em toda a sua diversidade, encontra sempre forma de na identificação dos detalhes e na sua semelhança, melhor expressar as diferenças e multiplidade de fórmulas e aplicações. Por aqui residem as maravilhas e, também, os constrangimentos da existência.

Se por um lado lamento profundamente, pela tua perda, a ida da amiga Khaloa, por outro lado fica-me a certeza de essa longa vida de 14 anos, para um cão com essa envergadura, foi feliz e gratificante. Certamente a luz dessa consciência atenuará o luto da tua perda.

Beijinhos

antonior disse...

Ana,

Obrigado pelo apreço manifestado pelos trabalhos. E, por favor, não hesite em repetir-se. É um estímulo agradável e faz bem à alma criativa.

Gostei da estória do Gim. Foi um gato com uma boa trajectória de vida, certamente. Como todos deveriam ter.

Beijinhos

antonior disse...

Canduxa,

Obrigado pelo comentário ao trabalho de pintura e pelas palavras de sensibilidade usadas para falar das nossas relações com os animais, aqui o “Amarelo” e aí na recordação grata da “Amarela”.

Se gostou das poucas linhas de Torga, e quiser, procure uma edição de “Os Bichos”. É um pequeno livro, que deverá encontrar em edição modesta e económica. Vale a pena.

Retribuo o abraço, com amizade e luz.

antonior disse...

Tais,

Como compreendo a tua incapacidade de observar integralmente o vídeo. Eu apenas o vi uma vez e com náusea. No site da Peta, de onde o recolhi há mais uma série deles que já tenho iniciado, para logo os fechar porque me são insuportáveis. É inclassificável ver pessoas a fazer actos bárbaros daquela natureza. Chego a ter vergonha de partilhar a condição humana com aquelas criaturas da nossa espécie. E como lá dizem nalgumas peças de comunicação, que quem o faz aos animais, habitualmente, não precisa de grandes razões para também o fazer a outros seres humanos, se para isso tiver oportunidade, sem correr o risco de sofrer castigo.

Obrigado pelo comentário à pintura. É-me especialmente animador, na consciência da tua sensibilidade artística e do teu talento que aplicas nos trabalhos que executas. E tens razão, este é um trabalho que me dá um grande prazer.

Beijinhos

antonior disse...

Caro Pedro,

Meu Amigo, fico sensibilizado pelas tuas palavras. O interesse que encontras no que vou construindo neste canto, por vezes sentindo de facto o canto da fénix, na visão de Apolónio, é, para mim gratificante. Pelo apreço que me mereces, pelo teu perfil humano e cultural.

Que os Deuses me permitam o caminho, a força e a história de poder fazer deste espaço o que dele quero fazer. Estas palavras parecerão mais pretensiosas do que realmente são. Não me passa pela cabeça, que o aqui se publica possa ter uma importância ou uma capacidade de mudar o que quer que seja maior do que aquilo que estes espaços permitem. Apenas, como já aqui disse, nesta página, no texto de resposta a um outro comentário (ao amigo HAF) a existência humana e a sua capacidade de concretização das intenções é, por vezes, débil. O que pretendo é, apenas, fazer passar o conteúdo de um olhar, de um sentir, e das linhas com que estruturei essa realidade. Cada um a quem isso chegar fará com isso o que lhe significar. Sei o que gostaria e que sucedesse e a diferença que há entre isso e o que é possível acontecer.

Disto falo de uma sensibilidade, de uma opinião...quanto a divulgação cultural, isso, meu amigo, é verdadeiramente contigo. O que faço não tem a generosidade do investimento que fazes na preparação das publicações que encontramos cada vez que te visistamos. De uma forma descontraída ponho alguns conteúdos na coluna lateral, apenas para estimular, eventualmente, alguma curiosidade nos visitantes para investigação posterior. Desde o início que convido a comentarem esses conteúdos ou a procurarem, junto de mim, mais informação, mas, na verdade, nunca recebi nenhum registo de interesse ou qualquer reacção. Certamente isso de deve à forma pouco estimulante com que coloco os conteúdos e que terei de rever.

Um grande abraço, com amizade.

antonior disse...

Rebeca e Jota Cê,

Desejos de um tempo excelente e intenso.

Aguardo o regresso e notícias.

Beijinhos e abraços

antonior disse...

La vie en vert,

Quanto lamento a tua alergia que te priva de um mais próximo convívio com estes amigos felinos de pequeno porte. Com os outros não se aconselha.

Como dizes a cor do “Amarelo” evoca a do Girassol e faz uma especial identificação com a Girassol. Conseguiste ver esse detalhe amável e interessante.

Beijinhos

antonior disse...

Gabriela,

Bem reconhecida a dignidade do felino. Comum a toda a vida não inquinada pelo virus da avaliação contra-natura da existência.
Obrigado pela opinião expressa pelo humano envolvido, portador inevitável do vírus, querendo construir-se para merecer as maiúsculas, mas questionando a circunstância. Auto-questionando-se...

Bem-vindas as lambudas do Oskar e do Gandhi. Já os visitei para satisfazer a natural curiosidade, mas amanhã na minda “ronda” dos blogues amigos, lá voltarei.

Beijinhos
afagos nesses simpáticos “desordeiros” benévolos. Quem nos dera que todos fossem tão amáveis.

antonior disse...

Lili,

Obrigado pela palavras de apreço e estímulo.

Obrigado pelo poema. Sensibilidade à dor da Natureza e uma expressão de esperança. Natureza que aqui é tudo o que existe, penso, personalizado num desses seres mágicos a que tantos devemos e não reconhecemos. As árvores.

Beijinhos

antonior disse...

Cristina,

Obrigado pelas palavras de apreço e estímulo. Pelos votos de continuidade que desejo concretizar. Assim a vida me dê o rumo que me permita essa realização.

Beijinhos

antonior disse...

Caro Kim,

Pois a minha relação com o “Amarelo” baseia-se no mesmo princípio que tenho com os outros bichos e, afinal, com tudo o resto.

Não me parece que haja algum fenómeno que leve a que os gatos não gostem de ti. Pareces-me um ser humano de boa estirpe (coisa que merece relevo) o que não permite um movimento global e acordado da raça felina de recusa ao teu convívio. Talvez ainda venhas a dar-lhes uma oportunidade de mostrar que, afinal, até te estimam bastante, à maneira deles, claro, que é bem diferente da dos cães.

Quanto ao papel, meu caro, há papéis e papéis... Papel de boa qualidade, apropriado a trabalhos de arte, isentos de químicos destrutivos no seu fabrico e prensagem, são tão nobres e duráveis como outros materiais. Uso habitualmente cartolinas Fabriano, especiais para pastel e papeis texturados com gramagens de 400grs./m2 de fabrico cuidado. Claro que nada é etereno. Nem os monumentos ou as estátuas de mármore. Nas pinturas ainda há, pelas tecnologias modernas a possibilidade de as registar para a posteridade, se elas merecerem esse cuidado e sabemos lá que métodos de conservação e registo haverá dentro de algumas décadas. Por isso parece-me que o papel, sendo bem escolhido é um execelente meio para trabalhos de pastel.

Um grande abraço para ti

antonior disse...

Caro Eduardo,

Desta vez, começo por me dirigir a si, e agradecer-lhe, com amizade, as estórias sensíveis que aqui foi colocando nos comentários. Cada comentário seu, desta série, tem sido uma publicação de valor e direito por si só.

Através das suas palavras fui conhecendo e alargando sentimentos à simpática e sensata Lai-si, ao sábio e pleno de dignidade, conquistada no antigo sofrimento, Novelo e ao meu querido anarquista puro, com quem compartilho utopias. Gwynn. As palavras que me dirigem, são maiores que o meu merecimento.

Venham sempre todos a este espaço, por favor. O prazer que me dão com a vossa presença humana é valioso. Afinal a presença humana encontra-se, muitas vezes mais intensa, naqueles que pertencem a outras espécies, porque alguns de nós, para desgosto, já a perderam.

Para a Rita, que não conheço, mas adivinho a amiga afectuosa de toda essa gente, um beijinho.

Ao Gwynn, seguro-lhe a pata esquerda, cumplice e amigávelmente.

Ao Novelo, um afago respeitoso e amigo.

À Lai-si, uma festa na cabeça, respeitosamente e com afecto.

A si, Eduardo, um abraço, com amizade.

antonior disse...

Laura,

Belo passeio esse, pelos vistos. Pena não ser possível estarmos lá também. Talvez para a próxima.

Gostei que os gatos também fossem vossos anfitriões. Os pequenos tigres amáveis.

Beijinhos

antonior disse...

Liliana,

Todos os gatos são irmãos de ser, sentir, agir e expressar. Irmãos diferentes, mas irmãos. Irmãos, também, dos que já foram e dos que virão. Por isso tantas estórias/histórias se contaram nesta página em que se disse o meu...era tal e qual o “Amarelo”. Sei que esse Pantufa-Tapete era um animal digno e um excelente ser. Mais uma vitima, ao fim e ao cabo, da desumanidade do ser humano. Daquela classe que (porque não me surpreendo ?!) que mata por prazer, por desporto, dizem..O tigre mata para matar a fome. Se estiver saciado, deixa passar a presa. Só caça para comer. Só ataca para defender o seu espaço ou a integridade, sua ou dos seus.

A minha gratidão pelas palavras com que comenta a pintura. Concordo que o detalhe da boca é determinante para a expressão e impacte do retrato.

Retribuo o abraço


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